Sobre Nós

A 29 de Agosto de 2016 é fundada a Associação Artística e Cultural Salatina.Após a sua constituição, os fundadores inauguram a sua Sede a 1 de Outubro de 2016, simbolicamente, no dia em que se comemora – “O dia Mundial da Música”. Desde então, o número crescente de sócios e o conjunto de parcerias que se associaram ao projeto Salatina, fez com que a mesma extravasasse todas as expetativas, edificando progressivamente a Associação que todos conhecemos hoje. Apreçada atualmente, como uma referência cultural e artística na cidade de Coimbra.

A Associação e a sua comunidade associativa, protagonizam e usufruem de um universo de atividades e experiências multiculturais. As atividades em uso, dividem-se em dois campos, o da atividade regular, ministrada em Sede durante todo o ano letivo, e o da atividade eventual, realizada pontualmente e normalmente, em conjunto com parceiros institucionais. Ambas estão ao dispor dos sócios e têm como objetivo, satisfazer as diferentes espectativas de cada um, enriquecendo o seu currículo e promovendo a Associação num todo.

Convidamo-lo a conhecer a nossa Associação e a promover o associativismo em Portugal

 

 

TUNA 2014/15 (Alunos e Professores - Anterior à Constituição da Associação)


Memória DescritiVA
DO LogoTIPO

S – Inicial do nome Salatina.

Guitarra Portuguesa de Coimbra – Símbolo musical de Coimbra.

Torre Universitária – Símbolo associado à Universidade, estudo e aprendizagem.

Barbeiro – Atividade ligada à história e cultura Salatina (barbeiros responsáveis pelo ensino e produção cultural e artística em Coimbra na época).

Coimbra – Nome da Cidade que alberga a AACS.

 

História Salatina

(…) conhecidos por Salatinas (termo de origem obscura), mas cujo significado é sabido: “gente alegre e vocacionada para a manifestação tradicional de danças, cantares e músicas”, o género musical em apreço conheceu no século XIX a até meados do século XX, ou seja, até à demolição das casas, para construção da Cidade Universitária, – responsável primeira pela dispersão das pessoas e das tradições genuínas – um auspicioso tempo de que destacamos o fulgor das festas e romarias, das fogueiras de S. João e do Fado. (…)

(…) As escolas de guitarra e violão tiveram as suas raízes nas barbearias existentes dentro do território Salatina, e os mestres de guitarra António Rodrigues da Silva e seus filhos Flávio e Fernando e o mestre de violão, José Lopes da Fonseca (Trego) eram seus proprietários. (…)

(…) De vez em quando ouvia-se o tac-tac de uma tesoura  ou o som de uma navalha a ser afiada na tira de sola existente para o efeito. Mas, sobretudo, ouviam-se os sons de uma guitarra ou de uma viola, sublinhados pela voz de um “sol maior” ou de um “ré menor”, um “outra vez” ou um “está melhor”, proferidos pelo senhor Fernando, o barbeiro que ensinou sucessivas gerações de académicos a acompanhar com os seus instrumentos a canção coimbrã. Era, pois, aquele cubículo, um minúsculo conservatório onde, entre duas barbas e um corte de cabelo, estudantes aprendiam a tocar, e tantos foram (…) Queremos com tudo isto dizer que o ensino de guitarra e violão dentro do território Salatina manteve-se de 1900 a 1965 ( nas salas das barbearias durante 65 anos) mais 17 anos após a derrocada da Alta de Coimbra.   

 

Músicos do Território Salatina 1880-1947”